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Relacionamentos Clandestinos
Valquíria Vezano

Os amantes, protagonistas de uma relação que forma um triângulo amoroso, arcam com o ônus da exclusão social - muitas vezes por se encontrarem inundados por emoções que vão desde as de carência afetiva até as de necessidade de auto-afirmação -, na tentativa de encontrar numa outra pessoa o preenchimento dos vazios ainda não resolvidos em suas vidas.
O início que marca o envolvimento entre duas pessoas vai se estabelecendo por esforços que não são medidos para se experimentar uma novidade, e nesse caso em especial, a vibração aumenta ainda mais diante de cada horário estrategicamente marcado para aquele encontro tão esperado.
No entanto, o que nem sempre se pondera no afã dessa experiência é o quanto o laço entre os amantes pode se estreitar pelo mistério, prazer e excitação que nutrem esse momento clandestino vivido a dois, cujo ingrediente principal é a cumplicidade vivida no segredo que o par compartilha nessa jornada amorosa.
E, no começo de toda relação de amor, a expectativa da conquista está presente e a felicidade transcorre aliada às manifestações das habilidades de encantamento que um exerce no outro.
Porém, essa aventura que pode ter se iniciado pela esperança de um preenchimento interior, mas que conta com limitações reais para uma aproximação maior, passa a gerar cada vez mais interesse e ilusão de ter a outra pessoa só para si.
Afinal, até se comenta popularmente que os amantes não têm problemas conjugais porque não dividem a mesma casa (nem as despesas), e talvez, por isso, a necessidade de se ter aquela pessoa maravilhosa, carinhosa, impecável mais tempo ao lado se eleve a ponto inimaginável.
À semelhança dos contos de fadas, cuja tônica reside no encanto que o enredo provoca, a existência de um vilão também se impõe na vida desses amantes.
Esse vilão é, mais especificamente, a realidade que se apresenta mostrando que existe uma pessoa a ser reconhecida e administrada pelos personagens que, sufocam dentro de si, um envolvimento amoroso secreto.
Não é incomum uma das partes querer ocupar o lugar daquela pessoa que nem desconfia estar sendo traída.
Da mesma forma, em que há uma tendência de se imaginar vivendo, inclusive, num contexto de rotina doméstica com o objeto de amor, povoando a mente com fantasias criadas em torno de que quem ocupa esse lugar desejável está atrapalhando a evolução desse romance.
Neste sentido, o bem-estar vivido antes do aparecimento da expectativa de aprofundamento ou da necessidade de uma definição da relação que envolve os amantes passa a pesar.
A probabilidade de surgirem confusões nesse estágio do relacionamento é muito grande.
Como nem sempre é possível controlar as emoções e os desejos, os desgastes também são inevitáveis.
Com isso, pode ficar difícil identificar, a partir disso, se ainda existe amor na relação ou se a luta que se empreende para evoluir para uma convivência mais plena é para ocupar um lugar que não pôde ainda ser experimentado: o da pessoa traída - que muitas vezes é percebida ocupando um lugar de quem leva a maior vantagem nessa história.
Isso pode gerar muita angústia e representar mais uma competição que promete um troféu para o vencedor do que um projeto de vida amorosa promissor.
Tendo em vista, que as conquistas deveriam representar ganhos, como por exemplo, aquelas alcançadas no plano profissional ou relacionadas aos bens materiais, cabe questionar se o investimento na pessoa-amante para se tornar uma parceria definitiva sem barreiras, vai proporcionar ganhos emocionais duradouros ou se, simplesmente, realizará um capricho de se ganhar o lugar da pessoa traída.
Isto posto, vale a pena lembrar que a percepção de todos os aspectos que envolvem a possibilidade de conquista de uma parceria não pode ser negligenciada.
Distorcer ou negar as percepções de tudo que cerca um relacionamento pode trazer como conseqüência um passaporte para o sofrimento, e, às vezes, levar uma das partes a trafegar na contra mão dos anseios da outra pessoa envolvida no caso.
Até porque, a pessoa que está gerenciando duas frentes de envolvimento ao mesmo tempo pode não estar preparada para fazer uma escolha e tampouco para assumir as conseqüências de tal iniciativa.
Neste sentido, a sincronia do começo do envolvimento cede seu espaço para o desencanto.
E, no final desse conto que parecia ser de fadas, diferente daqueles de ficção, o vilão não terá que ser vencido, mas, adequadamente, reconhecido.
Assim como o projeto de continuidade de um envolvimento amoroso deve partilhar de objetivos comuns.
Os amantes, protagonistas de uma relação que forma um triângulo amoroso, arcam com o ônus da exclusão social - muitas vezes por se encontrarem inundados por emoções que vão desde as de carência afetiva até as de necessidade de auto-afirmação -, na tentativa de encontrar numa outra pessoa o preenchimento dos vazios ainda não resolvidos em suas vidas.
O início que marca o envolvimento entre duas pessoas vai se estabelecendo por esforços que não são medidos para se experimentar uma novidade, e nesse caso em especial, a vibração aumenta ainda mais diante de cada horário estrategicamente marcado para aquele encontro tão esperado.
No entanto, o que nem sempre se pondera no afã dessa experiência é o quanto o laço entre os amantes pode se estreitar pelo mistério, prazer e excitação que nutrem esse momento clandestino vivido a dois, cujo ingrediente principal é a cumplicidade vivida no segredo que o par compartilha nessa jornada amorosa.
E, no começo de toda relação de amor, a expectativa da conquista está presente e a felicidade transcorre aliada às manifestações das habilidades de encantamento que um exerce no outro.
Porém, essa aventura que pode ter se iniciado pela esperança de um preenchimento interior, mas que conta com limitações reais para uma aproximação maior, passa a gerar cada vez mais interesse e ilusão de ter a outra pessoa só para si.
Afinal, até se comenta popularmente que os amantes não têm problemas conjugais porque não dividem a mesma casa (nem as despesas), e talvez, por isso, a necessidade de se ter aquela pessoa maravilhosa, carinhosa, impecável mais tempo ao lado se eleve a ponto inimaginável.
À semelhança dos contos de fadas, cuja tônica reside no encanto que o enredo provoca, a existência de um vilão também se impõe na vida desses amantes.
Esse vilão é, mais especificamente, a realidade que se apresenta mostrando que existe uma pessoa a ser reconhecida e administrada pelos personagens que, sufocam dentro de si, um envolvimento amoroso secreto.
Não é incomum uma das partes querer ocupar o lugar daquela pessoa que nem desconfia estar sendo traída.
Da mesma forma, em que há uma tendência de se imaginar vivendo, inclusive, num contexto de rotina doméstica com o objeto de amor, povoando a mente com fantasias criadas em torno de que quem ocupa esse lugar desejável está atrapalhando a evolução desse romance.
Neste sentido, o bem-estar vivido antes do aparecimento da expectativa de aprofundamento ou da necessidade de uma definição da relação que envolve os amantes passa a pesar.
A probabilidade de surgirem confusões nesse estágio do relacionamento é muito grande.
Como nem sempre é possível controlar as emoções e os desejos, os desgastes também são inevitáveis.
Com isso, pode ficar difícil identificar, a partir disso, se ainda existe amor na relação ou se a luta que se empreende para evoluir para uma convivência mais plena é para ocupar um lugar que não pôde ainda ser experimentado: o da pessoa traída - que muitas vezes é percebida ocupando um lugar de quem leva a maior vantagem nessa história.
Isso pode gerar muita angústia e representar mais uma competição que promete um troféu para o vencedor do que um projeto de vida amorosa promissor.
Tendo em vista, que as conquistas deveriam representar ganhos, como por exemplo, aquelas alcançadas no plano profissional ou relacionadas aos bens materiais, cabe questionar se o investimento na pessoa-amante para se tornar uma parceria definitiva sem barreiras, vai proporcionar ganhos emocionais duradouros ou se, simplesmente, realizará um capricho de se ganhar o lugar da pessoa traída.
Isto posto, vale a pena lembrar que a percepção de todos os aspectos que envolvem a possibilidade de conquista de uma parceria não pode ser negligenciada.
Distorcer ou negar as percepções de tudo que cerca um relacionamento pode trazer como conseqüência um passaporte para o sofrimento, e, às vezes, levar uma das partes a trafegar na contra mão dos anseios da outra pessoa envolvida no caso.
Até porque, a pessoa que está gerenciando duas frentes de envolvimento ao mesmo tempo pode não estar preparada para fazer uma escolha e tampouco para assumir as conseqüências de tal iniciativa.
Neste sentido, a sincronia do começo do envolvimento cede seu espaço para o desencanto.
E, no final desse conto que parecia ser de fadas, diferente daqueles de ficção, o vilão não terá que ser vencido, mas, adequadamente, reconhecido.
Assim como o projeto de continuidade de um envolvimento amoroso deve partilhar de objetivos comuns.


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