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Socorro: estou padecendo de insegurança sexual!
Margareth de Mello F. dos Reis

Uma componente bastante presente na vida sexual das pessoas é a insegurança vivida frente ao próprio desempenho sexual.
Os XX(s) e os XY(s), embora estejam levando cada vez mais para o discurso suas disponibilidades para aceitar os novos padrões vigentes de posturas sexuais, na prática ainda carecem ficar um pouco mais coerentes com o que dizem.
Impressionar o outro no momento da intimidade e fazer-se inesquecível, são tiros que, geralmente, podem sair pela culatra.
Armadilha criada para si mesmo e para vítima nenhuma botar defeito.
Em outras palavras, o ser humano, seja homem ou mulher, vivendo relacionamentos hetero ou homossexual, tende a criar uma expectativa muito grande sobre a avaliação que o outro pode fazer a seu respeito.
Isso não se restringe ao campo sexual, mas pode se intensificar quando se trata de uma aproximação dessa natureza.
Visto sob este ângulo, as estratégias para chamar a atenção do outro e para ocupar um lugar na vida de alguém interessante podem também criar uma atmosfera artificial e muitas vezes carregada de tensões.
Num primeiro momento isso pode ocorrer, pois é comum no início de um relacionamento as pessoas mostrarem o melhor que elas possuem de si para o outro.
Esse é um momento mágico e todo revestido de intenções de esticar o máximo possível essa experiência.
Isso está presente na vida dos que estão se apaixonando, dos que estão vivendo uma paixão e daqueles que estão disponíveis para encarar, nem que seja um momento que envolva a vibração da paixão.
No entanto, se a preocupação em agradar o outro passa de um nível emocional administrável, a pessoa sai do contato com ela mesma e se afasta de todo o seu potencial criativo para uma condição de ameaça interna que a leva a achar que não está agradando e vai procurar algum sinal no outro que confirme a sua suspeita.
Como diz o dito popular: "quem procura acha".
Esse estado de ansiedade para com o próprio desempenho traz sempre conseqüências bastante desastrosas na esfera sexual.
Se considerarmos que o homem não foi educado para segurar a ejaculação e a mulher não foi educada para ser erótica e orgástica, qualquer esforço para simular uma performance idealizada para impressionar o outro pode levar a significativas frustrações.
O fato de as pessoas transarem não representa necessariamente que elas consigam criar um ambiente de intimidade e tranqüilidade na hora do sexo.
E as tensões, as preocupações, o medo de como cada um pode ser avaliado pelo outro não combina sob hipótese alguma com a sensação de gratificação que só pode ser atingida quando nos entregamos a nós mesmos e às nossas sensações de prazer na presença do outro.
Isso significa que não nos entregamos para o outro e nos perdemos de nós mesmos, mas que nos entregamos para nós mesmos diante da outra pessoa e, assim, podemos ter discernimento se os nossos investimentos estão dirigidos para situações confiáveis ou de risco.


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