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Sexo Anal
Margareth de Mello F. dos Reis

A prática sexual, de qualquer tipo, depende da expectativa compartilhada de se alcançar o prazer de uma determinada forma e do consentimento mútuo dos parceiros para o seu exercício.
Se, a realização do sexo anal já foi associada no passado apenas às mulheres de rua, hoje, ao contrário, nota-se um movimento geral e irrestrito a favor dessa prática.
Depoimentos ou discursos que revelam que só não gosta quem não conhece essa forma sexual ou que todas as mulheres precisam aderir essa prática erótica, proliferam por toda parte.
No entanto, é importante frisar, que essa forma de prazer sexual imprescinde de orientações.
A dor e o desconforto podem acontecer durante a penetração anal porque a musculatura do esfíncter - diferente da vagina que possui elasticidade para acoplar o pênis - é muito rígida e quando estimulada provoca contração reflexa.
Se não houver um relaxamento adequado a dor é inevitável.
Outro fator que pode dificultar o relaxamento muscular é o medo, elevando ainda mais a dor.
Afora esses componentes apontados até aqui como responsáveis pela dor durante a penetração anal, vale esclarecer que o revestimento do ânus - por ser muito delicado - é mais vulnerável a traumatismos e pequenas fissuras que o da vagina.
Além disso, o ânus, por causa do trânsito das fezes, é naturalmente povoado por bactérias causadoras de vaginites (inflamação da vagina) e infecções urinárias.
Essa prática também aumenta a possibilidade de o homem contrair uma uretrite (inflamação da uretra - local por onde sai o xixi).
Isto posto, torna-se inevitável o uso de preservativos pelos motivos acima expostos e por causa do risco de transmissão de Aids (haja vista a freqüência com que os pequenos ferimentos ocorrem nessa prática sexual, tornando-se uma porta de entrada para o HIV).
Por outro lado, a relação anal não expressa nenhuma tendência homossexual como muitas mulheres desconfiam de seus parceiros quando convidadas por eles a experimentar esse tipo de prazer.
A homossexualidade se caracteriza pela atração por alguém do mesmo sexo e não pela penetração anal.
A manifestação do desejo por uma determinada prática sexual pode se dar apenas por uma questão de curiosidade ou de preferência.
Neste sentido, quando o desejo masculino apontar para a penetração anal, cabe à mulher decidir se também deseja expressar a sua sexualidade dessa forma.
Se, a relação anal é uma das formas encontradas pelo casal para se obter o prazer, o uso de lubrificantes neutros à base de água deve ser uma escolha para evitar maiores lesões da mucosa, e o uso de preservativos, como já mencionado anteriormente, um componente indispensável nessa prática sexual.
Porém, se a penetração anal não for desejada pela mulher ou se ela constatar que não sente prazer com essa prática, é bom repensar nas alternativas criativas que possam elevar o prazer sexual do casal respeitando algumas diferenças que possam advir das partes envolvidas nesse relacionamento.
Afinal, pode ser empobrecedor para a vida erótica de um casal, não a ausência de uma prática sexual específica, mas não saber desfrutar do prazer que o sexo em toda a sua extensão, pode proporcionar a ambos.
A liberdade que garante a satisfação sexual não se sujeita a imperativos de qualquer natureza que não parta de uma escolha íntima e compartilhada na vida a dois.


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