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Diabetes e Impotência Sexual
Diabetes e Impotência Sexual:

O diabetes é uma afecção muito comum e consiste em um distúrbio glandular pancreático, cuja conseqüência é uma menor produção de insulina. A insulina é essencial para o metabolismo do açúcar e das gorduras. Quando há escassez de insulina o açúcar do sangue não é utilizado nas células. O resultado é um acúmulo excessivo de glicose no sangue, que pode passar, depois, à urina, onde normalmente não existe.
Aparentemente existe uma certa predisposição familiar ao diabetes e se apresenta tanto em jovens como em adultos. Em muitos desses últimos está associado à obesidade. Os sintomas do diabetes são: micção excessiva, sede intensa e aumento exagerado do apetite, particularmente por doces.
A não ser em casos muito graves, atualmente, o diabetes é de fácil controle. Muitas vezes basta a combinação de uma dieta rigorosa com antidiabéticos ministrados via oral. A insulina injetável só se faz necessária quando o diabetes se manifesta na juventude, ou em alguns casos especiais em adultos.
Chega-se então à conclusão de que, seja por disfunções dos nervos encarregados de abrir as válvulas dos coros cavernosos, ou por distúrbios das pequenas artérias do pênis, o diabetes pode ter efeitos negativos na ereção.
Na verdade, a disfunção sexual erétil é muito comum no diabético. As disfunções dos pequenos nervos ou das artérias que, entupidas, impedem um fluxo adequado de sangue, são, em geral, irreversíveis. Em muitos homens adultos que têm diabetes em grau menor e não sabem, um distúrbio progressivo da ereção costuma ser o primeiro sintoma. Uma análise do nível de glicose no sangue pode revelar essa disfunção de forma fácil e rápida e o problema retrocederá com uma dieta adequada determinada por um clínico ou um diabetólogo, especialmente nos primeiros momentos, quando as lesões são ainda muito pequenas.
Como em todos os casos orgânicos, a disfunção sexual de origem diabética não exclui os fatores psicológicos. Pelo contrário. Em razão do diabetes e do trauma que ele causa ao paciente (por restrições alimentares, cuidados circulatórios, tensões e temor de adoecer gravemente), torna-se necessário um maior apoio psicológico, inclusive de seu próprio clínico geral. Muitas vezes, os quadros de disfunções sexuais são mistos e podem ser provocados por conflitos de ordem psíquica ou desencadeados pelo diabetes. Outras vezes os conflitos psíquicos e o estresse desencadeiam o diabetes que, até então, estava “adormecido”. Uma vez instalado o diabetes, surge o transtorno erétil, não produzido pelo diabetes mas pelo problema psíquico. Em geral, o paciente assustado pensa que seu problema sexual será incurável, fica depressivo e com isso agrava tanto o problema da ereção como a diabetes em si.
O tratamento do diabetes, o controle do peso e da pressão arterial são indispensáveis para a melhora da ereção. Uma atitude compreensiva e firme da companheira, o afastamento de todos os fatores de gerar ansiedade e a adoção de algumas atividades capazes de restabelecer o estímulo entre o casal podem ajudar.

Fonte: KUSNETZOFF, J.C. O Homem Sexualmente Feliz: do mito à verdade científica, Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1987

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