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Cirurgia Vascular
 
 
 

DISFUNÇÃO ERÉTIL E ARTÉRIAS
Dr. José Mário Siqueira Marcondes dos Reis

Para quem se pergunta o que tem a ver disfunção erétil e doenças vasculares, aí vai a resposta: muito, porque o pênis é um órgão neurovascular. De um lado, a ereção depende do comando neurológico que produz o estímulo sexual. De outro, precisa das artérias em bom estado. Só desimpedidas elas permitem a livre passagem do fluxo do sangue, essencial para o aumento do volume do pênis e da ereção.
Já deu para você deduzir, que quando as artérias estiverem obstruídas o mecanismo não funcionará bem. O fluxo de sangue não será o suficiente para provocar a ereção, resultando em disfunção erétil. Para se ter uma idéia 20% dos portadores de disfunção erétil sofrem de doenças vascular. Nos homens acima de 50anos o número cresce para 30%. Vale lembrar que a mesma doença que acomete as artérias genitais, também o fazem nas artérias coronárias, que irrigam o coração.
Em doentes com doenças coronária comprovada, isto é, presença de obstrução parcial do diâmetro do vaso observada na angiografia, foi constatado em 30% presença do mesmo tipo de obstrução no território vascular genital.
Qual a queixa do paciente com doença Arterial Genital? Em geral, os pacientes referem disfunção erétil por perderem a ereção durante o ato sexual, e quando perguntado sobre dores nas pernas, referem queixa de claudicação intermitente, isto é, dor nos membros inferiores ao deambular, principalmente em subidas, que a dor aparece na barriga da perna e desaparece após o repouso de alguns minutos.
Assim que constatada estas queixas de dores nas pernas, associadas à perda de ereção durante o ato sexual, os pacientes devem ser encaminhados para exame de Ultrassom Duplex-Scan, que permite visualizar as artérias cavernosas durante a ereção e informar o pico de velocidade sistólica e fluxo arterial das mesmas. Quando o pico de velocidade sistólica for abaixo de 20cms/segundo estamos diante de doença arterial.
Aqui, uma ressalva. Através desses exames clínicos, o médico só é capaz de suspeitar de doenças vasculares. O diagnóstico final será definido por radiografia. Se o paciente realmente sofrer de distúrbios que atrapalham a chegada do sangue ao pênis, uma cirurgia de revascularização das artérias – por cirurgia direta ou por cirurgia endovascular, procedimento atual conhecido como dilatação das artérias –, pode melhorar o fluxo sangüíneo para as artérias genitais, e, desta forma, corrigir a sintomatologia: claudicação e disfunção erétil. De qualquer forma, é sempre melhor prevenir-se. Embora os resultados sejam satisfatórios em 70% dos casos, comece desde já a controlar o stress, a pressão arterial e a observar uma dieta mais equilibrada e sadia.
Na verdade, tenha como objetivo a mudança no seu comportamento de vida. Para tanto, siga as seguintes metas:
1. Faça exercício físico controlado de duas a três vezes por semana;
2. Faça exercício físico controlado de duas a três vezes por semana;
3. Faça exercício físico controlado de duas a três vezes por semana;
4. Se você ultrapassou os itens anteriores com sucesso, passe para os próximos;
5. Não fume;
6. Não fume;
7. Não fume. Neste item, que é 7º game, você não pode perder. Portanto, controle a sua dieta;
8. Quanto ao uso de medicamentos: Converse com o seu médico.
A disfunção erétil e as doenças arteriais são comuns em pacientes acima de 50 anos, porém o seu diagnóstico e o resultado dos tratamentos dependem da correlação médico-paciente.
José Mário dos Reis é cirurgião vascular e diretor do Instituto H. Ellis

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